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31/08/2007
Os diferentes tipos de buscadores
por Eduardo Favaretto*
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Para cavar um buraco no jardim você usa uma enxada e uma pá e
não um garfo e uma colher de sopa, certo? Espero que sim. Na web é a
mesma coisa – existe uma ferramenta de busca para cada tipo de
conteúdo. Comece a prestar mais atenção nesse quesito, registre
outros nomes de buscadores em seus favoritos ou marque na sua agenda
– em algum momento eles serão úteis para você.
Vou explicar de forma resumida: as ferramentas de buscas podem ser
divididas em três tipos principais - diretório, robô de busca e
metabuscador.
Como diretórios, também conhecidos por “diretório web”, se enquadram
os sites de buscas que são organizados criteriosamente por seres
humanos e apresentam suas pesquisas divididas por temas ou
categorias segmentadas. Quando um site é ali cadastrado, a relação
do conteúdo (assunto) de cada uma das páginas conta muito peso na
categoria específica que o mesmo foi incluído - quanto maior
afinidade, maior será a relevância na página de resultados. O
Dmoz (www.dmoz .org) é um
bom exemplo de um diretório web.

Uma ferramenta de busca do tipo “robô de busca”, também conhecida
como crawler ou spider, assim como o GigaBlast
(www.gigablast.com), possui
um “rôbo virtual” (programa de computador) que visitará seu site
automaticamente para catalogar cada uma das páginas e inseri-las no
banco de dados, sem nenhuma intervenção humana. Para receber uma
melhor relevância na classificação reportada nesse tipo de
ferramenta de busca, você deverá usar instruções chamadas de meta
tags, de preferência em todas as páginas de seu site.
Já um metabuscador, como o DogPile (www.dogpile.com)
ou o Clusty (www.clusty.com)
por exemplo, reúne numa única ferramenta de busca, acessos
simultâneos a diversos bancos de dados, quase sempre retornando uma
página com o mix dos resultados encontrados, de forma prática
e resumida.
Além dos tipos de buscadores, também podemos segmentar a
classificação dessas ferramentas, com base no foco principal de
atuação. Aquelas que mais conhecemos e usamos são os buscadores
generalistas (Google, Yahoo, Live Search, ASK) – esses
vasculham a web de uma forma geral, sem nenhum refinamento apurado e
nem restrição aplicada.
Com a chegada da Web 2.0 – que resultou numa grande interatividade
entre os usuários - passamos a exigir muito mais das ferramentas de
buscas. Nossas novas preferências requisitam conteúdo interativo ou
outros formatos de arquivos além do HTML: vídeo, áudio,
apresentações de trabalho, documentos PDF, fotos de alta definição,
podcasts, feeds, além de conteúdo para aparelhos
móveis (smartphone, ipod, pda etc.).
Isso acontece quando usamos buscadores específicos, verticais ou
temáticos – as respostas são muito mais precisas. Experimente o
Truveo (www.truveo.com) para
baixar vídeos, o Kartoo (www.kartoo.com)
metabuscador que inova no visual gráfico, o ChaCha (www.chacha.com)
se quiser auxílio de guias humanos, o Ditto (www.ditto.com)
para localizar fotos, o Hakia (www.hakia.com)
buscador semântico ou por significados, o Boing (www.boing.mobi)
buscador para aparelhos móveis, o AnswerBus (www.answerbus.com)
buscador por linguagem natural (NLP), o Ms. Dewey (www.msdewey.com)
um viral da Microsoft como um buscador com visual interativo, o
Seeqpod (www.seeqpod.com)
ou Musicovery (www.musicovery.com)
para arquivos de áudio.
Nos próximos anos, com o uso permanente de serviços baseados em
linguagem natural e semântica, daremos início a um processo sem
volta: a estruturação da informação e o começo da Web 3.0 – tudo
será bem diferente, acredite!
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