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10/08/2007
As ferramentas de buscas aprenderão com você
por Eduardo Favaretto*
This article is available only in Portuguese language
Uma visão de passado e futuro sobre a influência dos
mecanismos de buscas da Internet, que um dia tiveram a preferência
dos usuários e a glória de competirem no mercado.
Se
há menos de uma década atrás você e o mundo adoravam o Altavista
(www.av.com ) – o precursor
dos robôs de buscas criado pela Digital, fazia suas perguntas em
linguagem natural diretamente ao mordono Jeeves do “Ask Jeeves”
(www.askjeeves.com
) - que perdeu seu emprego, ou usava o excelente Lycos (www.lycos.com),
sem falar no MSN Search (www.msnsearch.com)
e Yahoo! (www.yahoo.com),
que já faziam muito sucesso enquanto o Google (www.google.com)
sequer engatinhava, você viveu para contar parte da história do
começo do mercado de ferramentas de buscas da Internet.
Como brasileiros, nesta mesma fase tivemos no Brasil as boas
alternativas do Cadê? (www.cade.com.br),
Aonde (www.aonde.com),
além dos práticos metabuscadores da Família Miner (www.miner.com.br),
Achei, Radix, TodoBR, BuscaSite, dentre muitos outros excelentes
buscadores.
Em meados de abril de 2000, tive a oportunidade de criar e lançar o
portal Buscas.com.br (www.buscas.com.br)
– que será re-ativado em dezembro de 2007 - com a proposta de reunir
num só site, diversos links para mecanismos de buscas ao redor do
mundo, com destaque para os brasileiros e portugueses.
O brilhantismo daquela época estava centrado em projetos
mirabolantes, com investidores e geeks que faziam um banner piscar
com a crença de obtenção de altos retornos financeiros. Não
participei nem do sucesso nem do estouro da bolha. Tudo isso passou,
a Internet comercial amadureceu e chegou ao seu momento 2.0 – antes,
o principal foco era a forma transmissiva da informação que agora dá
lugar para a forma (muito) participativa. Na década de 1970,
cientistas ativos no meio acadêmico já faziam uso da Rede de forma
participativa, cientes que suas atividades focadas na colaboração,
troca de dados e compartilhamento de informações sobre pesquisas,
chegariam a resultados muito mais promissores, ao invés de tais
conhecimentos permanecerem trancafiados em armários ou guardados
numa pasta arquivo.
De 1996 para 2006, a Internet passou de 30 milhões de usuários para
mais de 1 bilhão. A geração e publicação de novos conteúdos
apresentaram taxas de crescimento explosivas – não existirá uma
solução única para consultar ou guardar tudo aquilo que existe de
conteúdo em páginas web – a supremacia de uma ou outra ferramenta de
busca não perdurará por muitos anos.
Métodos tradicionais não mais atenderão a demanda na identificação e
localização da informação que o usuário quer. Quais serão as novas
perspectivas deste setor? Onde estarão as fontes corretas de
informação que desejamos? Como chegar rápida e facilmente até elas?
Há tempos, estudo o assunto e algumas poucas conclusões que já
cheguei se resumem: aos empreendedores - insistam em colocar
em prática suas idéias; aos usuários - evitem desconhecer ou
sequer tentar utilizar opções alternativas de serviços de buscas,
pois você poderá surpreender-se com o resultado; aos mecanismos
líderes do setor e as empresas de mídia (publicações) - abram
espaço para a discussão pública e ofereçam suas APIs (Application
Program Interfaces) abertas para que sejam aperfeiçoadas e adaptadas
por um exército de desenvolvedores. Todos receberão benefícios
imediatos pelo feito.
Na minha opinião, a abordagem deste assunto está embasada na tríade:
busque, colabore e compartilhe - buscar a informação em fontes
distintas; colaborar em filtrar adequadamente a informação e
compartilhar o acesso desta informação já filtrada.
Também quero participar desta discussão, como um empreendedor
brasileiro, crente na inovação e em nosso capital intelectual.
Juntos temos a capacidade de mostrar ao mundo o que podemos fazer
para que as ferramentas de buscas aprendam com nosso conhecimento.
Que tal você também participar deste desafio? |
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